Resumo: o Guardian é a camada do PRISMON que intercepta o uso de IA fora do gateway do PRISMON, no navegador, em aplicativos e extensões, aplica a política da empresa a cada requisição e registra a decisão.
Neste artigo
- O que é o Guardian do PRISMON
- Por que o gateway do PRISMON sozinho deixa um ponto cego
- Como o Guardian funciona: cinco etapas por requisição
- Onde instalar: na máquina ou na rede
- Como o Guardian identifica o tipo de conta usada
- O que acontece com o dado sensível
- Guardian e gateway do PRISMON: como se complementam
- Perguntas frequentes
Muitas empresas já têm uma política para a IA que contrataram. O problema é a IA que ninguém contratou: o ChatGPT aberto numa aba, o aplicativo de desktop do Claude, a extensão que resume documentos. Nada disso passa pelo gateway do PRISMON, e é por esses caminhos que o dado sensível sai. O Guardian foi feito para fechar essa lacuna. Neste artigo, explicamos o que ele é, como inspeciona cada requisição, onde instalar e como identifica o tipo de conta usada. Se o tema da IA fora do controle é novo para você, comece pelo nosso artigo sobre shadow AI.
O que é o Guardian do PRISMON
O Guardian é o proxy de inspeção do PRISMON para o uso de IA que não passa pelo gateway. Ele fica entre as pessoas e as ferramentas de IA de terceiros, intercepta cada requisição antes de sair da organização, aplica a política vigente e registra o resultado. Não depende de a ferramenta ter sido contratada pela empresa.
A requisição pode chegar por três origens, e a mesma política vale para as três:
- Navegador: ChatGPT, Gemini e outras abas abertas pelo usuário.
- Aplicativo instalado: clientes de desktop e extensões de navegador.
- Chamadas de API: sistemas internos e integrações.
Do outro lado, a requisição tem dois destinos possíveis: segue ao provedor de IA, liberada ou com o dado sensível mascarado, ou é barrada antes de sair, com o motivo registrado.
Por que o gateway do PRISMON sozinho deixa um ponto cego
O gateway do PRISMON cobre o tráfego da API corporativa: o chat, os agentes e as integrações. O uso real de IA também acontece no navegador, em aplicativos de desktop e em extensões, e nenhum desses caminhos passa pelo gateway. O resultado é uma governança que parece completa nos relatórios, mas não cobre o canal por onde o dado sai.
Os números do nosso próprio levantamento mostram o tamanho da distância. No 4CIO Private Sectors 2026, perguntamos a 70 líderes de TI de indústrias, cooperativas, varejistas, bancos e grupos de saúde como descrevem o uso de IA na empresa hoje. Só 23% disseram conseguir avançar na adoção com controle, e 40% afirmaram que aceleram a adoção enquanto a governança corre atrás. Embora 93% considerem a governança de IA uma prioridade, apenas 13% teriam hoje todos os dados de uso de IA prontos para uma auditoria.
Sem visibilidade do que acontece fora da API, essa conta não fecha. Para o quadro geral de riscos e controles, veja nosso guia sobre governança de IA: riscos reais e como controlar na prática.
Como o Guardian funciona: cinco etapas por requisição
A cada requisição para um serviço de IA, o Guardian executa cinco etapas, em milissegundos e na ordem abaixo:
- 1. Interceptação. Captura a requisição antes de sair, seja do navegador, de um aplicativo ou de um script.
- 2. Identificação. Reconhece o usuário, o dispositivo e o provedor e associa a requisição ao contexto da pessoa na organização.
- 3. Classificação do conteúdo. Procura identificadores pessoais, informação financeira, segredo comercial e credenciais. Um exemplo é detectar um CPF colado num prompt.
- 4. Decisão. Libera, mascara o trecho sensível e segue, exige aprovação humana ou bloqueia. A regra pode variar por área, por provedor e por tipo de dado.
- 5. Registro. Grava origem, destino, classificação, decisão e a política aplicada, o que transforma uma alegação de conformidade em evidência.
Cada decisão registra quem pediu, o que foi enviado, quando e qual regra respondeu. É esse registro que permite responder, depois, o que aconteceu com um dado específico.
Onde instalar: na máquina ou na rede
O Guardian pode rodar na máquina de cada pessoa ou no perímetro da rede, conforme o parque de equipamentos. Os dois modos aplicam a mesma política e geram o mesmo registro. A escolha depende de onde a equipe trabalha e de quem administra os dispositivos.
| Critério | Na máquina | Na rede |
|---|---|---|
| Como funciona | Agente leve instalado no equipamento | Proxy no perímetro, por onde passa todo o tráfego de saída |
| O que cobre | Notebooks fora da rede, home office e viagens; aplicativos instalados, extensões e chamadas locais | Qualquer dispositivo conectado, inclusive os que a TI não administra |
| O que exige | Gestão de dispositivos para distribuir o agente | Ajuste de rota ou de DNS no perímetro |
| Indicado quando | A equipe trabalha fora do escritório com frequência | O trabalho é presencial ou há dispositivos não gerenciados |
Os modos podem ser combinados: o proxy de rede serve de base e o agente fica nas máquinas que saem do escritório, sem depender de VPN. No modo de rede, nada é instalado nos dispositivos.
Como o Guardian identifica o tipo de conta usada
Nas chamadas que o Guardian captura, a coluna Conta dos registros de uso mostra qual tipo de conta de IA a pessoa usou. Isso responde a uma pergunta que o shadow AI sempre traz: o colaborador estava numa conta da empresa ou numa conta pessoal?
| Tipo | O que significa |
|---|---|
| Corporativa | Conta de um workspace ou organização da sua empresa |
| Externa | Conta empresarial que não é da sua empresa, como o workspace Team de um cliente ou um plano contratado pelo próprio colaborador |
| Pessoal | Conta de plano individual, como ChatGPT Free, Plus ou Pro |
| Desconhecida | O provedor não informa o plano na chamada e a conta não está no cadastro |
Abaixo do selo, o registro mostra o provedor, o plano e o domínio do e-mail da conta, quando o provedor informa. O PRISMON não guarda o e-mail completo.
A empresa cadastra o que é dela em Guardian da organização, na aba Contas corporativas: o identificador do workspace do ChatGPT (ou Codex), da organização do Claude ou da conta do Perplexity, e o domínio de e-mail corporativo. A mesma aba sugere itens a partir dos registros dos últimos 30 dias, e o cadastro vale também para os registros antigos. Domínios pessoais, como gmail.com e outlook.com, não podem ser cadastrados.
Há limites a considerar. Sem nenhum item cadastrado, a classificação usa só o plano e o selo Externa não aparece. Com a classificação atual, Claude e Perplexity só saem de Desconhecida quando a organização ou a conta está cadastrada, e o Gemini ainda não informa a conta, por isso aparece sempre como Desconhecida. As chamadas feitas fora do Guardian, como o chat do PRISMON e as integrações por API direto no gateway, mostram o selo Gateway.
O que acontece com o dado sensível
Na quarta etapa, o Guardian decide entre liberar, mascarar o trecho sensível, exigir aprovação humana ou bloquear. A regra pode variar por área, por provedor e por tipo de dado, de modo que o time financeiro e o time de marketing podem ter políticas diferentes para o mesmo provedor.
Quando a requisição é barrada, o registro de uso mostra o status Bloqueado, que se distingue de erro do provedor ou do PRISMON. Para investigar, basta filtrar os registros por esse status e abrir a chamada.
Há também a pergunta de projeto: o que fazer se o Guardian ficar indisponível? A organização escolhe na política entre bloquear o tráfego de IA, que é o mais seguro, ou liberar e registrar a exceção, que é o mais permissivo. A escolha deve ser feita antes de entrar em produção.
No gateway do PRISMON, já existem validadores nativos para documentos brasileiros, como CPF, CNPJ, RG, CNH, PIS/PASEP, título de eleitor e Cartão Nacional de Saúde, além de detectores de credenciais e de dados financeiros. O Guardian leva a classificação do conteúdo e a decisão para o uso de IA fora da API.
Guardian e gateway do PRISMON: como se complementam
O gateway do PRISMON governa o que passa pela API corporativa. O Guardian governa o que passa por fora dela. Os dois alimentam os mesmos registros de uso, com selos diferentes, e juntos cobrem o uso real de IA na empresa.
| Critério | Gateway | Guardian |
|---|---|---|
| Por onde passa o tráfego | Chat do PRISMON, agentes e integrações por API | Navegador, aplicativos instalados, extensões e chamadas locais |
| Quem escolhe a ferramenta | A empresa, com credenciais de provedor configuradas no PRISMON | A pessoa, inclusive em ferramentas que a empresa nunca contratou |
| Como aparece nos registros | Selo Gateway | Tipo de conta: Corporativa, Externa, Pessoal ou Desconhecida |
Quem já usa o gateway do PRISMON para controlar o que entra na sua IA ganha com o Guardian a visão do restante. Quem começa pelo Guardian descobre rapidamente quais ferramentas valem ser trazidas para dentro do gateway do PRISMON.
Conclusão
A IA que a empresa contratou é só uma parte da IA que a empresa usa. O Guardian leva a governança para o resto: intercepta a requisição onde ela nasce, aplica a política e deixa o registro de quem enviou o quê, de qual conta e com qual decisão. O ponto que importa para quem responde por TI e conformidade é simples. Uma política que só cobre a API contratada deixa de fora o canal por onde o dado sensível mais sai, e não há auditoria que feche sem enxergar esse canal.
Perguntas frequentes sobre o Guardian
O que é o Guardian do PRISMON?
É o proxy de inspeção do PRISMON para o uso de IA fora do gateway. Intercepta cada requisição entre as pessoas e as ferramentas de IA de terceiros, aplica a política da empresa e registra a decisão, no navegador, em aplicativos instalados e em extensões.
O Guardian substitui o gateway?
Não. O gateway governa as chamadas de API e o chat do PRISMON, e o Guardian governa o uso de IA que passa por fora dele. Os dois alimentam os mesmos registros de uso e se complementam.
Funciona com ferramentas que a empresa não contratou?
Sim. O Guardian atua no caminho da rede, não dentro da ferramenta, por isso alcança o ChatGPT aberto no navegador ou um aplicativo instalado por conta própria. Os registros identificam contas de ChatGPT (e Codex), Claude, Perplexity e Gemini.
O Guardian lê o conteúdo das conversas?
Ele analisa o conteúdo para classificar dados antes da saída. A retenção e o registro seguem o que a política definir, e o escopo precisa ser comunicado às pessoas, conforme a LGPD. Nos registros, o PRISMON guarda só o domínio do e-mail da conta, e não o endereço completo.
Vai deixar tudo mais lento?
O PRISMON informa que a inspeção leva milissegundos, e a latência do provedor de IA é ordens de grandeza maior. O efeito real depende do seu ambiente e deve ser medido no piloto.
Precisa instalar em todas as máquinas?
Não necessariamente. No modo de rede, nada é instalado nos dispositivos. O agente só é necessário para equipamentos que trabalham fora da rede corporativa.
E se o Guardian ficar indisponível?
A organização escolhe na política entre bloquear o tráfego de IA, que é mais seguro, ou liberar e registrar a exceção, que é mais permissivo. A decisão deve ser tomada antes da implantação.