Guardian

Como governar os modelos de IA que a empresa já contratou?

Equipe Premiersoft 13 de outubro de 2026 9 min de leitura
Ilustração de um escudo com sinal de confirmação entre dados em fluxo, um cadeado com campo de senha e uma janela de chat

Resumo: o Guardian é a camada do PRISMON que intercepta o uso de IA fora do gateway do PRISMON, no navegador, em aplicativos e extensões, aplica a política da empresa a cada requisição e registra a decisão.

Neste artigo

Muitas empresas já têm uma política para a IA que contrataram. O problema é a IA que ninguém contratou: o ChatGPT aberto numa aba, o aplicativo de desktop do Claude, a extensão que resume documentos. Nada disso passa pelo gateway do PRISMON, e é por esses caminhos que o dado sensível sai. O Guardian foi feito para fechar essa lacuna. Neste artigo, explicamos o que ele é, como inspeciona cada requisição, onde instalar e como identifica o tipo de conta usada. Se o tema da IA fora do controle é novo para você, comece pelo nosso artigo sobre shadow AI.

Todos os setores da sua empresa estão usando IA. Quem está de olho na governança? Governe toda sua operação de IA com o PRISMON.

O que é o Guardian do PRISMON

O Guardian é o proxy de inspeção do PRISMON para o uso de IA que não passa pelo gateway. Ele fica entre as pessoas e as ferramentas de IA de terceiros, intercepta cada requisição antes de sair da organização, aplica a política vigente e registra o resultado. Não depende de a ferramenta ter sido contratada pela empresa.

A requisição pode chegar por três origens, e a mesma política vale para as três:

  • Navegador: ChatGPT, Gemini e outras abas abertas pelo usuário.
  • Aplicativo instalado: clientes de desktop e extensões de navegador.
  • Chamadas de API: sistemas internos e integrações.

Do outro lado, a requisição tem dois destinos possíveis: segue ao provedor de IA, liberada ou com o dado sensível mascarado, ou é barrada antes de sair, com o motivo registrado.

Por que o gateway do PRISMON sozinho deixa um ponto cego

O gateway do PRISMON cobre o tráfego da API corporativa: o chat, os agentes e as integrações. O uso real de IA também acontece no navegador, em aplicativos de desktop e em extensões, e nenhum desses caminhos passa pelo gateway. O resultado é uma governança que parece completa nos relatórios, mas não cobre o canal por onde o dado sai.

Os números do nosso próprio levantamento mostram o tamanho da distância. No 4CIO Private Sectors 2026, perguntamos a 70 líderes de TI de indústrias, cooperativas, varejistas, bancos e grupos de saúde como descrevem o uso de IA na empresa hoje. Só 23% disseram conseguir avançar na adoção com controle, e 40% afirmaram que aceleram a adoção enquanto a governança corre atrás. Embora 93% considerem a governança de IA uma prioridade, apenas 13% teriam hoje todos os dados de uso de IA prontos para uma auditoria.

Sem visibilidade do que acontece fora da API, essa conta não fecha. Para o quadro geral de riscos e controles, veja nosso guia sobre governança de IA: riscos reais e como controlar na prática.

Como o Guardian funciona: cinco etapas por requisição

A cada requisição para um serviço de IA, o Guardian executa cinco etapas, em milissegundos e na ordem abaixo:

  • 1. Interceptação. Captura a requisição antes de sair, seja do navegador, de um aplicativo ou de um script.
  • 2. Identificação. Reconhece o usuário, o dispositivo e o provedor e associa a requisição ao contexto da pessoa na organização.
  • 3. Classificação do conteúdo. Procura identificadores pessoais, informação financeira, segredo comercial e credenciais. Um exemplo é detectar um CPF colado num prompt.
  • 4. Decisão. Libera, mascara o trecho sensível e segue, exige aprovação humana ou bloqueia. A regra pode variar por área, por provedor e por tipo de dado.
  • 5. Registro. Grava origem, destino, classificação, decisão e a política aplicada, o que transforma uma alegação de conformidade em evidência.

Cada decisão registra quem pediu, o que foi enviado, quando e qual regra respondeu. É esse registro que permite responder, depois, o que aconteceu com um dado específico.

Onde instalar: na máquina ou na rede

O Guardian pode rodar na máquina de cada pessoa ou no perímetro da rede, conforme o parque de equipamentos. Os dois modos aplicam a mesma política e geram o mesmo registro. A escolha depende de onde a equipe trabalha e de quem administra os dispositivos.

Critério Na máquina Na rede
Como funcionaAgente leve instalado no equipamentoProxy no perímetro, por onde passa todo o tráfego de saída
O que cobreNotebooks fora da rede, home office e viagens; aplicativos instalados, extensões e chamadas locaisQualquer dispositivo conectado, inclusive os que a TI não administra
O que exigeGestão de dispositivos para distribuir o agenteAjuste de rota ou de DNS no perímetro
Indicado quandoA equipe trabalha fora do escritório com frequênciaO trabalho é presencial ou há dispositivos não gerenciados

Os modos podem ser combinados: o proxy de rede serve de base e o agente fica nas máquinas que saem do escritório, sem depender de VPN. No modo de rede, nada é instalado nos dispositivos.

Como o Guardian identifica o tipo de conta usada

Nas chamadas que o Guardian captura, a coluna Conta dos registros de uso mostra qual tipo de conta de IA a pessoa usou. Isso responde a uma pergunta que o shadow AI sempre traz: o colaborador estava numa conta da empresa ou numa conta pessoal?

Tipo O que significa
CorporativaConta de um workspace ou organização da sua empresa
ExternaConta empresarial que não é da sua empresa, como o workspace Team de um cliente ou um plano contratado pelo próprio colaborador
PessoalConta de plano individual, como ChatGPT Free, Plus ou Pro
DesconhecidaO provedor não informa o plano na chamada e a conta não está no cadastro

Abaixo do selo, o registro mostra o provedor, o plano e o domínio do e-mail da conta, quando o provedor informa. O PRISMON não guarda o e-mail completo.

A empresa cadastra o que é dela em Guardian da organização, na aba Contas corporativas: o identificador do workspace do ChatGPT (ou Codex), da organização do Claude ou da conta do Perplexity, e o domínio de e-mail corporativo. A mesma aba sugere itens a partir dos registros dos últimos 30 dias, e o cadastro vale também para os registros antigos. Domínios pessoais, como gmail.com e outlook.com, não podem ser cadastrados.

Há limites a considerar. Sem nenhum item cadastrado, a classificação usa só o plano e o selo Externa não aparece. Com a classificação atual, Claude e Perplexity só saem de Desconhecida quando a organização ou a conta está cadastrada, e o Gemini ainda não informa a conta, por isso aparece sempre como Desconhecida. As chamadas feitas fora do Guardian, como o chat do PRISMON e as integrações por API direto no gateway, mostram o selo Gateway.

O que acontece com o dado sensível

Na quarta etapa, o Guardian decide entre liberar, mascarar o trecho sensível, exigir aprovação humana ou bloquear. A regra pode variar por área, por provedor e por tipo de dado, de modo que o time financeiro e o time de marketing podem ter políticas diferentes para o mesmo provedor.

Quando a requisição é barrada, o registro de uso mostra o status Bloqueado, que se distingue de erro do provedor ou do PRISMON. Para investigar, basta filtrar os registros por esse status e abrir a chamada.

Há também a pergunta de projeto: o que fazer se o Guardian ficar indisponível? A organização escolhe na política entre bloquear o tráfego de IA, que é o mais seguro, ou liberar e registrar a exceção, que é o mais permissivo. A escolha deve ser feita antes de entrar em produção.

No gateway do PRISMON, já existem validadores nativos para documentos brasileiros, como CPF, CNPJ, RG, CNH, PIS/PASEP, título de eleitor e Cartão Nacional de Saúde, além de detectores de credenciais e de dados financeiros. O Guardian leva a classificação do conteúdo e a decisão para o uso de IA fora da API.

Guardian e gateway do PRISMON: como se complementam

O gateway do PRISMON governa o que passa pela API corporativa. O Guardian governa o que passa por fora dela. Os dois alimentam os mesmos registros de uso, com selos diferentes, e juntos cobrem o uso real de IA na empresa.

Critério Gateway Guardian
Por onde passa o tráfegoChat do PRISMON, agentes e integrações por APINavegador, aplicativos instalados, extensões e chamadas locais
Quem escolhe a ferramentaA empresa, com credenciais de provedor configuradas no PRISMONA pessoa, inclusive em ferramentas que a empresa nunca contratou
Como aparece nos registrosSelo GatewayTipo de conta: Corporativa, Externa, Pessoal ou Desconhecida

Quem já usa o gateway do PRISMON para controlar o que entra na sua IA ganha com o Guardian a visão do restante. Quem começa pelo Guardian descobre rapidamente quais ferramentas valem ser trazidas para dentro do gateway do PRISMON.

Conclusão

A IA que a empresa contratou é só uma parte da IA que a empresa usa. O Guardian leva a governança para o resto: intercepta a requisição onde ela nasce, aplica a política e deixa o registro de quem enviou o quê, de qual conta e com qual decisão. O ponto que importa para quem responde por TI e conformidade é simples. Uma política que só cobre a API contratada deixa de fora o canal por onde o dado sensível mais sai, e não há auditoria que feche sem enxergar esse canal.

Perguntas frequentes sobre o Guardian

O que é o Guardian do PRISMON?

É o proxy de inspeção do PRISMON para o uso de IA fora do gateway. Intercepta cada requisição entre as pessoas e as ferramentas de IA de terceiros, aplica a política da empresa e registra a decisão, no navegador, em aplicativos instalados e em extensões.

O Guardian substitui o gateway?

Não. O gateway governa as chamadas de API e o chat do PRISMON, e o Guardian governa o uso de IA que passa por fora dele. Os dois alimentam os mesmos registros de uso e se complementam.

Funciona com ferramentas que a empresa não contratou?

Sim. O Guardian atua no caminho da rede, não dentro da ferramenta, por isso alcança o ChatGPT aberto no navegador ou um aplicativo instalado por conta própria. Os registros identificam contas de ChatGPT (e Codex), Claude, Perplexity e Gemini.

O Guardian lê o conteúdo das conversas?

Ele analisa o conteúdo para classificar dados antes da saída. A retenção e o registro seguem o que a política definir, e o escopo precisa ser comunicado às pessoas, conforme a LGPD. Nos registros, o PRISMON guarda só o domínio do e-mail da conta, e não o endereço completo.

Vai deixar tudo mais lento?

O PRISMON informa que a inspeção leva milissegundos, e a latência do provedor de IA é ordens de grandeza maior. O efeito real depende do seu ambiente e deve ser medido no piloto.

Precisa instalar em todas as máquinas?

Não necessariamente. No modo de rede, nada é instalado nos dispositivos. O agente só é necessário para equipamentos que trabalham fora da rede corporativa.

E se o Guardian ficar indisponível?

A organização escolhe na política entre bloquear o tráfego de IA, que é mais seguro, ou liberar e registrar a exceção, que é mais permissivo. A decisão deve ser tomada antes da implantação.

Sobre o PRISMON

O PRISMON é a plataforma de governança de IA desenvolvida pela Premiersoft: uma camada única entre a operação da empresa e os provedores de IA, com guardrails em cada requisição, registro de cada interação e controle de consumo por usuário, workspace ou projeto. Para o uso que acontece fora da plataforma, no navegador e em aplicativos de terceiros, o Guardian decide o que chega a cada ferramenta.

Se este artigo ajudou a organizar o tema dentro da sua empresa, ele já cumpriu seu papel. Para aprofundar, fale com um especialista da Premiersoft.

AIm for Greatness. Equipe Premiersoft

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Referências

  1. PRISMON, Guardian: governança de IA em qualquer canal
  2. Presidência da República, Lei nº 13.709/2018, Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais