PRISMON Guardian

A IA que já circula na sua organização, sob as suas regras.

O Guardian é um filtro que fica no caminho entre as pessoas e as ferramentas de IA de terceiros. Ele intercepta cada requisição antes que ela saia da organização, aplica as políticas definidas e registra o que aconteceu. Funciona tanto no navegador quanto em aplicativos instalados, e não depende de a ferramenta ter sido contratada pela empresa.

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O problema

O gateway cobre o que passa por ele. O resto é ponto cego.

Uma camada de governança de IA resolve o que trafega pela API corporativa. Só que boa parte do uso real não passa por ali: alguém abre o ChatGPT no navegador, outra pessoa usa o aplicativo de desktop do Claude, um terceiro instala uma extensão que resume documentos. Nenhum desses caminhos encosta no gateway.

O resultado é uma governança que parece completa nos relatórios e não cobre o canal por onde o dado sensível de fato sai. É o fenômeno que tratamos no artigo sobre shadow AI, e é exatamente essa lacuna que o Guardian fecha.

Como funciona

Um proxy de inspeção entre o usuário e o provedor de IA.

Toda requisição destinada a um serviço de IA é interceptada antes de deixar a rede. O Guardian lê o conteúdo, classifica o que há nele, aplica a política vigente e só então decide: deixa passar, transforma o conteúdo ou bloqueia. A decisão e o motivo ficam registrados.

De onde sai

NavegadorChatGPT, Gemini e outras abas
Aplicativo instaladoClientes de desktop e extensões
Chamadas de APISistemas internos e integrações
GUARDIAN agente na máquina ou proxy na rede
  1. Intercepta a requisição
  2. Classifica o conteúdo
  3. Aplica a política vigente

Para onde vai

Provedor de IASegue liberado, ou com o dado sensível mascarado
Não sai da organizaçãoRequisição barrada e o motivo registrado

Toda decisão vira registro: quem pediu, o que foi enviado, quando e qual regra respondeu.

A mesma política vale para os três caminhos. O que muda é só por onde a requisição entrou.

Onde instalar

Na máquina ou na rede, conforme o seu parque.

Os dois modos aplicam a mesma política e produzem o mesmo registro. A escolha depende de como os dispositivos estão distribuídos e de quanto controle a organização tem sobre eles.

Modo 1

Na máquina

Um agente leve instalado no equipamento, que intercepta o tráfego de IA localmente.

  • Cobre notebook fora da rede corporativa, home office e viagem.
  • Enxerga aplicativo instalado, extensão de navegador e chamadas locais.
  • Exige gestão de dispositivos para distribuir o agente.
  • Indicado quando a equipe trabalha fora do escritório com frequência.
Modo 2

Na rede

Um proxy no perímetro, por onde passa todo o tráfego de saída da organização.

  • Cobre qualquer dispositivo conectado, inclusive os que a TI não administra.
  • Enxerga todo o tráfego de saída para provedores de IA.
  • Exige ajuste de rota ou de DNS no perímetro.
  • Indicado quando o trabalho é presencial ou há dispositivos não gerenciados.

Os dois modos convivem. É comum usar o proxy de rede como base e o agente nas máquinas que saem do escritório, o que fecha a cobertura sem depender de o usuário estar conectado à VPN.

O que acontece em cada requisição

Cinco etapas, na ordem, em milissegundos.

  1. Interceptação

    A requisição destinada a um serviço de IA é capturada antes de sair, independentemente de ter partido do navegador, de um aplicativo ou de um script.

  2. Identificação

    O Guardian reconhece quem está pedindo, de qual dispositivo e para qual provedor, e associa isso ao contexto da pessoa na organização.

  3. Classificação do conteúdo

    O corpo da requisição é analisado em busca de dado sensível: identificadores pessoais, informação financeira, segredo comercial, credencial. É aqui que se detecta um CPF colado num prompt.

  4. Decisão

    A política vigente determina o desfecho: liberar, mascarar o trecho sensível e seguir, exigir aprovação humana, ou bloquear. A regra pode variar por área, por provedor e por tipo de dado.

  5. Registro

    Tudo fica gravado: origem, destino, classificação, decisão e política aplicada. É esse registro que transforma uma alegação de conformidade em evidência.

Conformidade

O que a régua regulatória já exige, e onde o Guardian entra.

Três marcos convergem para a mesma exigência prática: provar o que aconteceu, e impedir que certo tipo de dado chegue a um sistema de terceiro. Nenhum deles se resolve com política em PDF.

ISO/IEC 42001

Norma internacional de gestão de IA

Pede um sistema de gestão com política, avaliação de risco, controles e ciclo de melhoria, tudo sustentado por evidência contínua. A certificação não pergunta se a empresa tem boas intenções, pergunta se ela consegue demonstrar.

Onde o Guardian entra: produz a evidência operacional de que os controles rodam em cada requisição, inclusive nas ferramentas que a empresa não contratou.

PL 2338/2023

Marco legal da IA, aprovado no Senado

Aprovado pelo Plenário do Senado e remetido à Câmara dos Deputados em março de 2025. Adota classificação por risco: quanto maior o impacto sobre direitos, maior a exigência de documentação, supervisão humana e avaliação prévia.

Onde o Guardian entra: registra quais sistemas foram usados, com que dado e sob qual regra, que é a base documental que a classificação por risco vai exigir.

Diretrizes do CNE para IA na educação

Parecer aprovado em 1º de setembro de 2026

O Conselho Nacional de Educação aprovou as Diretrizes Orientadoras da Utilização da Inteligência Artificial na Educação Brasileira. O texto segue para homologação do MEC, e as instituições terão 12 meses a partir da publicação da resolução para se adequar. As vedações têm aplicação imediata.

Onde o Guardian entra: o parecer exige regras internas de proteção de dados, conformidade com a LGPD e auditabilidade. Controlar o que sai para uma IA externa, em qualquer canal, e registrar cada decisão é exatamente a função do Guardian.

Instituições de ensino

O que muda para escolas e universidades.

O parecer do CNE mantém sob responsabilidade humana as decisões que afetam a vida acadêmica. Ferramentas automatizadas não devem substituir o julgamento do docente nem produzir classificações ou decisões avaliativas sem supervisão qualificada, e decisões totalmente automatizadas sobre aprovação, retenção ou desligamento são classificadas como risco excessivo.

Para a instituição, isso se traduz em duas obrigações operacionais. A primeira é impedir que dado identificável de aluno chegue a um sistema externo, o que inclui o professor que cola uma redação com nome no ChatGPT para pedir correção. A segunda é conseguir demonstrar, depois, que isso não aconteceu.

O Guardian atende as duas pelo mesmo mecanismo: a classificação de conteúdo identifica o dado do aluno antes de a requisição sair, aplica a regra definida pela instituição, e grava o registro que sustenta a prestação de contas.

Os níveis de risco definidos pelo CNE, as vedações que já valem e um roteiro para os 12 meses de adequação estão no artigo sobre as diretrizes do CNE para IA na educação.

Dúvidas frequentes

O que costumam perguntar antes de implantar.

O Guardian lê o conteúdo das conversas?

Ele analisa o conteúdo da requisição para classificar o que há nela, que é o que permite identificar um CPF ou um trecho confidencial antes de sair. O que é registrado e por quanto tempo é definido pela política da organização, e esse escopo precisa ser comunicado às pessoas, como manda a LGPD.

Isso não vai deixar tudo mais lento?

A inspeção acontece no caminho da requisição e o custo é da ordem de milissegundos. O que pesa é a latência do próprio provedor de IA, que é ordens de grandeza maior.

Funciona se a pessoa usar uma ferramenta que a empresa não contratou?

Sim, e é o principal motivo de existir. O Guardian age no caminho da rede, não dentro da ferramenta, então alcança qualquer serviço de IA acessado do dispositivo, contratado ou não.

Precisa instalar em todas as máquinas?

Não necessariamente. No modo de rede, nada é instalado nos dispositivos. O agente na máquina só é preciso para cobrir equipamento que sai da rede corporativa.

E se o Guardian ficar indisponível?

O comportamento é uma decisão da organização e fica na política: bloquear o tráfego de IA enquanto o filtro estiver fora, o que é mais seguro, ou liberar e registrar a exceção, o que é mais permissivo. As duas posturas são defensáveis, mas precisam ser escolhidas antes.

Quer ver o Guardian aplicado ao seu cenário?

Em uma conversa objetiva, mapeamos quais ferramentas circulam hoje na sua operação, que tipo de dado passa por elas e qual modo de instalação faz sentido para o seu parque.

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